Apresentação de teatro encanta moradoras do Asilo São Vicente de Paulo

Estudantes de Licenciatura em Teatro aproveitaram uma atividade da Faculdade para levar alegria, diversão e solidariedade a idosas que moram no Asilo São Vicente de Paulo, em Curitiba. O grupo de alunos da Universidade Estadual do Paraná (FAP-UNESPAR), levou as idosas de voltas aos anos 50, por meio de um espetáculo chamado “Rádio Alvorada: O despertar das lembranças”. Na peça, foi encenada a programação completa da rádio, com direito a programação esportiva, muita música, e até horóscopo.

Elas relembraram a experiência de ouvir uma transmissão típica da época e cantaram ao som de canções como “Índia”, um grande sucesso de 1952 de Cascatinha e Inhana.  Elas acompanharam em detalhes como foi a locução do título mundial de futebol de 1958, e também deram risadas com o show de piadas. A apresentação emocionou as idosas. No final, para fechar em grande estilo, elas dançaram com os atores clássicas marchinhas de carnaval, tão populares naquela época.

 Atividades como essa são muito benéficas para as idosas, melhorando a convivência entre elas, aumentado autoestima e promovendo a interação com pessoas externas ao ambiente convencional das idosas, como explica a psicóloga do Asilo São Vicente de Paulo, Maria Izabel Arnas. “A intenção é sempre fazer com que elas tenham uma rotina mais ativa, ainda mais nesse período frio de inverno”. aponta.

Uma atividade planejada especificamente para o Asilo São Vicente de Paulo

Para construir o roteiro do espetáculo, os estudantes fizeram uma visita prévia ao asilo, para conversar com as moradoras e sentir quais memórias tocam mais o coração delas, assim como suas músicas favoritas. A inspiração para fazer a apresentação veio da capacidade que a música tem de ficar em nossas lembranças por muito tempo, como aponta o professor orientador Fábio Nunes Medeiros: “Pensamos no teatro para lugares além do convencional, para contemplar outros públicos”, explica.

Além de ter sido uma atividade muito empolgante para as moradoras, os estudantes também tiveram um grande avanço didaticamente, como explica Caciporé Jorge, da tribo Kaingang, que participou em palco. Ele explica que apesar dos textos serem diferentes para cada um, todos precisam estar em sintonia para agradar o público: “Essa é a chave do teatro: descobrir seu texto, seu personagem, e fazer com que ele faça sentido em conjunto com os outros. E isso todo mundo conseguiu.”, comenta. Para o professor Fábio, os estudantes foram muito bem e são essas ações que moldam as carreiras de cada ator: “Tira eles do campo da teoria e dá experiências de vida. No aprendizado, isso é o mais importante”, aponta ele. Ao final da peça, as idosas pediram mais, e segundo Fábio, estão sempre abertas as possibilidades de novas apresentações.

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