Objetos do cotidiano se transformam em brinquedos nas mãos de crianças do CEI Bom Pastor

As crianças da turma do Maternal I B, do Centro de Educação Infantil Bom Pastor, vivenciaram uma experiência diferenciada do aprender brincando: o brincar heurístico, que consiste num espaço pré-montado com materiais de convívio dos pequenos, que atribuem a eles novas funções.

Os materiais podem ser embalagens de produtos que serão descartadas, caixas de papelão, rolos diversos, tecidos, entre outras inúmeras possibilidades. Nada mais são que objetos que fazem parte do cotidiano da criança e que nesse momento passam a ser utilizados para brincar.

A atividade aconteceu no dia 16 de junho. As professoras prepararam o espaço do solário com tecidos, rolos de papel higiênico, latas, cones de linha, potes diversos e garrafas pet. Depois de preparado, levaram as crianças até o espaço e explicaram qual era a proposta ali, mostrando todos os materiais de largo alcance presentes e demonstrando possibilidades de uso dos mesmos.

Aí chegou a hora da brincadeira, e as crianças soltaram a imaginação! Teve quem empilhou para derrubar, quem fez capas de super-herói, binóculos, ou misturou todas as opções. O mais importante: todos se divertiram muito explorando os materiais.

“Brincar tem um viés que vai muito alem da simples fantasia. Enquanto um adulto vê apenas uma criança empilhando bloquinhos, para o pequeno, aquilo significa experimentar as possibilidades de construir e reconhecer novas cores, formatos e texturas. Para a criança, brincar é um processo permanente de descoberta. É um investimento”, explica o antropólogo Tião Rocha.

A pedagoga e educadora do Labrump (Laboratório de Brinquedos e Materiais Pedagógicos da Universidade de São Paulo), Ruth Elisabeth de Martin, afirma que ”a criança que brinca vai ser mais esperta, mais interessada e terá mais facilidade de aprender – tudo isso de forma natural”.

Para a professora do CEI Bom Pastor, Deisy Aparecida Cruz dos Santos, a atividade proporcionou algo diferente: “Foi uma proposta elaborada e planejada, não apenas um entregar o brinquedo e deixar que ela se vire. Foi disponibilizado a autonomia do que brincar e como brincar”. Além da professora Deisy, a atividade também foi desenvolvida pelas professoras Bianca e Dayane.

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