Casa de Acolhida Dom Oscar Romero encerra atividades com objetivos alcançados

A Casa de Acolhida Dom Oscar Romero, que desde fevereiro de 2019 era mantida pela Ação Social do Paraná e abrigava cem migrantes, encerrou suas atividades no mês de maio. O acolhimento aos migrantes teve neste período o financiamento da Organização Internacional para Migração (OIM).

O projeto foi criado dentro do programa de interiorização do Governo Federal para atender emergencialmente os migrantes. Com período pré-determinado de três meses, foi estendido para quatro. A meta principal era promover a integração local dos migrantes e sua inserção no mercado de trabalho.

O objetivo da integração foi atingido. Uma conquista importante foi garantir todas a matrículas nas escolas para todas as crianças. Além disso, todos os migrantes receberam atendimento no serviço de saúde – entre eles um idoso que entrou para a fila do transplante renal. Como estava previsto desde o início no projeto, as famílias foram encaminhadas para casas alugadas.

Já com relação ao mercado do trabalho, foi possível trabalhar a inclusão laboral a todos para que pudessem gerar renda. Nem todas as pessoas foram inseridas no mercado formal, em parte por conta de exigências do eSocial – cadastro do Governo Federal que reúne informações dos trabalhadores – que não admitia o número do protocolo de refúgio como sendo documento de identidade, e em parte por conta da baixa oferta de empregos formais. Por outro lado, foi possível trabalhar a geração de renda para todas as pessoas e todas elas saíram com algum tipo de benefício social.

Para a gestora da Casa, Maria Tereza Rosa, o processo de organização social das pessoas acolhidas foi bastante positivo. Ela avalia que foi um período de bastante aprendizado tanto para a equipe de trabalho quanto para os venezuelanos, que tiveram que se adaptar à realidade do Brasil e aprender coisas novas para seguir suas vidas daqui para a frente. “O que fica de positivo é ver que ao final deste processo, embora tenha havido a dificuldade com o mercado do trabalho, todas as pessoas saíram pelo menos tendo uma forma de renda, uma maneira de ganhar a vida dignamente”.

A supervisora de projetos da ASP, Daiana Sprada, também destaca a boa execução do projeto: “Conseguimos atuar nos principais objetivos do projeto: trabalhamos a inclusão laboral, todos estão com acesso a moradia no encerramento do projeto, integrando-se à comunidade e com acesso aos direitos sociais”. Ela parabenizou a equipe por todo o empenho na acolhida aos migrantes que vieram reconstruir suas vidas em Curitiba: “A equipe se dedicou muito ao atendimento de todas as demandas, e de forma humanizada conseguiu acolher e garantir direitos a partir das individualidades de cada migrante atendido”.