8 de março: o que comemorar no Dia Internacional da Mulher

Há hoje no mundo cerca de 3,5 bilhões de mulheres, de acordo com as Nações Unidas. No Brasil, conforme revelaram os dados preliminares do último Censo, a população feminina é maioria – há cerca de 100 mulheres para cada 96 homens, um total de quase 91,5 milhões de brasileiras. No próximo 8 de março, grande parte destas mulheres terá motivos para comemorar o Dia Internacional da Mulher, mas muitas ainda não.Apesar de maioria, e conquistando cada vez mais espaços dentro da sociedade, as mulheres ainda enfrentam a cada dia a violência, a desigualdade nas relações e no trabalho, a insegurança e a falta de liberdade. Ao redor do mundo, ainda são comuns práticas como mutilação genital, casamento forçado, violência doméstica e exploração sexual.

Por outro lado, enquanto existem pesquisas preocupantes com relação ao gênero, outras demonstram que há motivos para comemorar. Em 2011, pela primeira vez em mais de 500 anos de história do Brasil, uma mulher ocupou o mais alto cargo político do país. Junto à presidente Dilma Rousseff, há também dez mulheres ocupando o cargo de ministras de Estado. Além disso, 35% de lares brasileiros são chefiados pelas mulheres, número que vem crescendo a cada ano. Mais do que independentes financeiramente ou exercendo um papel de destaque em áreas públicas, é importante ressaltar que as mulheres estão também mais conscientes de seus direitos, lutando dia a dia para que eles sejam efetivados.

O próprio histórico do Dia Internacional da Mulher está ligado à luta (e conquista) por direitos, já que a data remete aos movimentos feministas que buscavam mais dignidade para as mulheres e uma sociedade mais justa e igualitária.

Em 8 de março de 1917, trabalhadoras russas entram em greve reivindicando melhores condições de vida e de trabalho – evento considerado o estopim para a Revolução Russa e marco do Dia Internacional da Mulher. A foi comemorada durante as décadas de 1910 e 1920, tendo caído no esquecimento até ser recuperada pelo movimento feminista na década de 1960, sendo adotado finalmente pelas Nações Unidas em 1977.

Como mostra a história, o Dia Internacional da Mulher não é festivo, mas um dia de luta por direitos, liberdade e equidade de gêneros. Ele só será devidamente comemorado quando estas conquistas forem efetivas, e quando a igualdade for a palavra que define o gênero feminino.

A mulher na Ação Social do Paraná

Dois projetos em curso na Ação Social do Paraná são dedicados exclusivamente às mulheres, além do Asilo São Vicente de Paulo, unidade voltada ao atendimento do público idoso feminino.

Realizado com mulheres em situação de vulnerabilidade social de três comunidades de Curitiba, as Oficinas Socioeducativas têm como objetivo gerar a emancipação e o protagonismo social deste público. A cada etapa, as mulheres aprendem técnicas de artesanato ao mesmo tempo em que são trabalhados os conceitos de Desenvolvimento Social, Solidário e Sustentável.

No Centro de Referência em Segurança Alimentar e Nutricional, 30 moradoras do Caximba frequentam semanalmente as oficinas do projeto Faça seu Pão da Semana. Além de preparar o pão que é consumido por suas famílias, elas participam de atividades motivacionais desenvolvidas por uma educadora social. São trabalhados temas como fortalecimento de vínculos, auto-estima, relações de gênero e cidadania, também com o intuito de formar mulheres conscientes de seus diretos e de seu papel social.